terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Trocar ou não trocar, eis a questão...


Texto retirado do Livro: O Príncipe - Maquiavel e adaptado por mim.
Os homens mudam de governantes com grande facilidades, esperando sempre uma melhoria. Essa esperança os leva a se levantar em armas contra ao atuais. E isto é um engano, pois a experiência demonstra mais tarde que a mudança foi para pior.
Ninguém ocupa o poder sem desalojar privilégios nem injuriar os novos súditos, que seja por meio de ofensas que as suas tropas - militares, políticas ou burocráticas - pratiquem ou por qualquer outro motivo relacionado com imposição do novo governo. Assim os que foram prejudicados se transformam em adversários ou continuam inimigos. Mas o governante sofre também o desgaste por não poder contentar todos os que o apóiam e nem agir severamente contra esses, em função dos compromissos e obrigações contraídos.
Essa realidade se verifica muitas vezes debaixo dos nossos olhos. Nas democracias eletivas, com calendário eleitoral definido, é muito constante o rodízio do poder, especialmente aqui, onde as expectativas do povo em relação ao governo são muito fortes. Num tecido socialmente frágil, todas as esperanças e responsabilidades são transferidas para os governantes, que só excepcionalmente, conseguem fazer a seu sucessor.
"É bem verdade que, depois de conquistado por uma segunda vez, os territórios rebeldes não voltam a ser perdidos com a mesma facilidade. A própria rebelião (no caso da democracia, rebelião das urnas/votos) faz com que o monarca se sinta mais inclinado a fortalecer sua posição - punindo os rebeldes, desmascarando os suspeitos, revigorando seus pontos fracos"
Em outras palavras, como dizem os políticos dos nossos dias, a derrota tem sempre um grande efeito pedagógico; muito se aprende com ela. Corrigir os pontos fracos é uma questão fundamental na política, é uma preocupação constante para quem exercita o marketing do poder.

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