
"Os primeiros negros chegaram ao Macapá no século XVIII, vindos de Belém, do Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia e Maranhão, para a construção da Fortaleza de São José. Além destes, aportaram, no município de Mazagão, várias famílias negras fugidas das guerras entre mouros e cristãos que ocorria na Mazagao Africana, que hoje é chamada de El Jadida no norte da África. O Marabaixo nasce do encontro entre estas diferentes etnias e os colonizadores brancos, interagindo dentro de um mesmo contexto social. Símbolo de identidade social e etnicidade do povo do Amapá, este "movimento" consiste em uma manifestação musical elaborada a partir das referências do catolicismo popular. Nele, os aspectos lúdicos, religiosos e transgressores transpõem os limites entre o lícito e o ilícito, entre o sagrado e o profano. Na vila do Curiaú, comunidade rural a oito quilômetros da capital do Amapa, Macapa, esta tradição se mantém, por vezes vinculada a práticas afro-religiosas. No contexto urbano, ela é praticada, notadamente nos bairros do Laguinho e Favela. A música consiste em cânticos acompanhados de tambores, feitos em madeira esculpida. Sua coreografia, seguindo a tendência da maioria das danças religiosas afrobrasileiros, é circular e em sentido antihorário. O aspecto religioso aparece, ainda, na presença de uma bebida ritual denominada gengibirra.
Devemos isso a um dos Grandes nomes que "perpetuaram" tal Cultura como: Mestre Juliao (avo do Raimundo Ramos (Mestre pavao)).
Marabaixo é isso, cultura, identidade, respeito, festa, religião... enfim Marabaixo é Amapa, terra boa de viver....