AMAZÔNIA.... todos querem, poucos a tem. Os Brasileiros (sem generalizar) não sabem o que tem em suas "mãos", só sabem que a Amazônia é terra de índios, caboclos, jacarés, onças, rios, matos etc....A Amazônia ocupa hoje (caso não continuem o desmatamento) 61% do Território Brasileiro, com uma população que nao excede 10% da totalidade de habitantes do Brasil. Região rica em Biodiversidade, em Agua doce (jóia do futuro) em cultura e muito mais... A humanidade tem que abrir os olhos para essa região e enxerga-la como Patrimonio, sem deixar que outros venham e façam o que quiser em nossa terras... Temos que fazer um trabalho com bastante eficácia. Temos que promover um programa de desenvolvimento sustentável (que funcione na prática), um programa que iniba a pratica predatória. Temos que criar leis mais rigorosas, leis essas para punir sem qualquer "brecha" para poder escapar... Temos que enterder que o mundo esta ficando pequeno demais e isso requer outros horizontes... "que tal a Amazônia... lá nao tem nada mesmo... só tem mato e bicho.... vamos acabar com aquela "merda"..." isso é o que muitos falam (coitados ingênuos)... Poucos sabem que lá veivem amazonidas, que são amáveis e gostam de contar histórias locais, pessoas que são criadas com "peixe frito e açai"... riquezas que somente sao encontradas na Amazônia....
Então galera...vamos abrir os olhos e proteger um dos nossos maiores patrimonios...
Segue para refletir:
"Saga Amazônica" de Vital Farias:
"Era uma vez na Amazônia a mais bonita floresta
mata verde, céu azul, a mais imensa floresta
No fundo d'água as iaras, caboclos, lendas e mágoas
e os rios puxando as águas.
Papagaios, periquitos cuidavam de suas cores
e os peixes cruzando o rio, curumins cheios de amores
Sorria o jurupari, o uirapuru seu porvir
era flora, fauna, frutos e cores.
Toda mata tem caipora para mata vigiar
veio um caipora de fora para a mata definhar
e trouxe dragão de ferro pra comer muita madeira
e trouxe estilo gigante pra acabar com a capoeira.
Fizeram logo um projeto sem ninguém testemunhar
para o dragão cortar madeira e toda mata derrubar
se a floresta meu amigo tivesse pé pra andar
eu garanto meu amigo com o perigo não tinha ficado lá.
O que se corta em segundos leva tempo pra vingar
e o fruto que da no cacho pra gente se alimentar
depois tem o passarinho, tem o ninho tem o ar
e garapa e rio abaixo tem riacho e esse rio que é um mar.
Mas o dragão continua na floresta a devorar
e quem habita essa mata prá onde vai se mudar
corre índio, seringueiro, preguiça, tamanduá,
tartaruga pé ligeiro, corre-corre tribo dos camaiorás.
No lugar que havia matas hoje há perseguição,
grileiro mata posseiro só prá lhe roubar seu chão
castanheiro, seringueiro já viraram até pião
afora os que já morreram como aves de arribação,
Zé de nana ta de prova naquele lugar tem cova,
gente enterrada no chão.
Pois mataram índio que matou grileiro
que matou posseiro
disse um castanheiro para um seringueiro
que o estrangeiro roubou seu lugar.
Foi então que um violeiro chegando à região,
ficou tão penalizado que escreveu esta canção,
e talvez desesperado com tanta devastação,
pegou a primeira estrada sem rumo sem direção
com os olhos cheios de água partiu levando essa mágoa
dentro do seu coração.
E aqui termina essa estória para gente de valor,
pra gente que tem memória muita crença e muito amor,
pra defender o que ainda resta sem rodeio e sem aresta
era uma vez uma floresta na linha do equador."


